Professor teme que limite para gasto engesse setor público
03/04/2007 - 16:28
O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Francisco Luiz Caseiro Lopreato afirmou há pouco que os limites com gastos de pessoal fixados pelo Projeto de Lei Complementar 1/07 podem engessar o setor público. Para Lopreato, o teto estipulado pelo projeto ainda é insuficiente para aprofundar os investimentos. Para que isso ocorra, seria necessário rever as políticas de juros, crédito e câmbio, sem deixar de lado as reformas tributária e previdenciária.
Já o economista Raul Veloso defendeu que os investimentos do setor público só aumentem com corte de gastos. "Não há como elevar mais os tributos", ponderou. Veloso observou que a proposta do Executivo não proíbe o crescimento de gastos com pessoal, mas apenas impõe um teto para que cresçam menos.
Evolução desigual
Lopreato também discordou de Veloso ao afirmar que não tem havido uma tendência de expansão das despesas com pessoal nos últimos dez anos. No entanto, o professor da Unicamp concordou que há uma evolução desigual entre os gastos do Executivo, Legislativo e Judiciário, com ônus maior para o Executivo.
A audiência da Comissão Especial de Limite de Despesa com Pessoal continua no plenário 14. Reportagem - Newton Araújo Jr.
Edição - Francisco Brandão
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