Líder do PDT questiona efeito da corrupção na democracia
22/08/2006 - 16:23
O líder do PDT, deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), questionou se a democracia brasileira, "que já resistiu a tantos embates, poderá resistir ao período de conturbação que resultará da posse de pessoas notoriamente comprometidas com atos de corrupção". Ele pediu aos parlamentares que pensem em como será "o começo de legislatura com mais de 100 deputados contra os quais haja prova de corrupção".
Segundo ele, a situação pode provocar o que já ocorreu em outros países do mundo, nos quais a democracia tornou-se ré quando "a responsabilidade deixou de ser colocada sobre as pessoas para ser colocada sobre o sistema, sobre as regras, como se alguém fosse obrigado a roubar". Na opinião de Teixeira, o Congresso tem o dever de realizar o debate diário sobre a situação, pois os parlamentares são "os maiores interessados" nisso.
Voto aberto Reportagem - Cristiane Bernardes
Falando em nome da bancada do PDT, o parlamentar afirmou que todos votarão favoravelmente ao voto aberto. "As coisas não serão fáceis, basta termos atenção para o silêncio das áreas políticas em torno da crise, até de candidatos à Presidência. É silêncio de cumplicidade ou de medo?", questionou.
O deputado lembrou que, em outras oportunidades, a Câmara já realizou sessões somente para debate. "Já ocupamos o plenário regimentalmente. Se estivermos aqui, haverá sessão. Não deveríamos estar em recesso branco, deveríamos estar aqui diariamente", opinou.
Miro Teixeira conclamou os demais parlamentares a utilizarem o plenário durante todos os dias, para que seja feito "o debate que está faltando, ainda mais nessa época". Na opinião de Teixeira, a crise pode mostrar caminhos e indicar soluções para a construção de um "Parlamento melhor, mais vibrante".
O debate prossegue no plenário Ulysses Guimarães.
Edição - Renata Tôrres
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`)
Agência Câmara
Tel. (61) 3216.1851/3216.1852
Fax. (61) 3216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
RCA