Gestão do Centrus é elogiada por sub-relator de fundos

16/02/2006 - 12:00  

O sub-relator de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), declarou que a gestão dos recursos do Centrus (fundo de previdência dos funcionários do Banco Central) aplicados em títulos públicos segue um modelo satisfatório, "que infelizmente não é acompanhado por outros fundos". A declaração foi feita durante depoimento do diretor de Aplicação da entidade, Ricardo Monteiro de Castro, na sub-relatoria.
Castro afirmou que, por ser ligado ao Banco Central, o fundo adota uma postura conservadora e não atua na Bolsa Mercantil de Futuros (BM&F) desde o primeiro semestre de 2001. Segundo ele, o fundo implantou um sistema que permite atrelar "parcialmente" seus rendimentos aos resultados financeiros da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de maneira que o fundo apura ganhos e tem as perdas amortecidas. "O nosso objetivo é alcançar um atrelamento que corresponda a 80% das variações verificadas na Bovespa", disse.

Prazos menores
Outra medida que diferencia o Centrus de outros fundos é que as aplicações têm prazos menores do que a média do mercado. "Nós percebemos que outros fundos fazem aplicações resgatáveis em 2024, 2029. Parece-me que as aplicações do Centrus são resgatáveis em, no máximo, nove anos", destacou Antonio Carlos Magalhães Neto.
Castro informou que a idade média dos assegurados do Centrus é de 73 anos, fato que obrigaria o fundo a optar por prazos menores. "Se fizermos aplicações de longo prazo, nossos velhinhos não poderão ser beneficiados com os ganhos", concluiu.

O depoimento prossegue na sala 19 da ala Alexandre Costa, no Senado.

Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Rodrigo Bittar

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