Diretor nega prejuízos em operações com ações da Escelsa
16/02/2006 - 13:27
O diretor de Aplicação do Centrus (fundo de pensão dos funcionários do Banco Central), Ricardo Monteiro de Castro, negou há pouco que a instituição tenha sofrido prejuízos de mais de R$ 200 milhões nas operações de compra e venda de ações da estatal de energia elétrica Escelsa, do Espírito Santo, conforme acusação do deputado Carlos Willian (PTC-MG).
Segundo o parlamentar, essas operações foram feitas em balcão - evitando-se o leilão - e os recursos desviados no negócio foram aplicados em duas contas na Suíça para beneficiar o presidente do Centrus, Pedro Alvim, e o dono da corretora Sintonia Distribuidora, Antonio Aureliano Chaves Filho.
Carlos Willian declarou que a operação da Escelsa foi intermediada pelo Banco Pactual, que teria comprado as ações e, posteriormente, as vendido novamente para o fundo, em uma transação que teria rendido 10 milhões de dólares (cerca de R$ 21,5 milhões).
Autuações
Em seu depoimento, encerrado há pouco na Sub-Relatoria de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios, Castro admitiu que o Centrus foi autuado duas vezes pela Secretaria de Previdência Complementar (SPC) desde que assumiu o cargo, em abril de 1999. A primeira, em 2001, foi motivada por operações de opções de compra que teriam desrespeitado os procedimentos recomendados pela secretaria, que regulamenta a previdência complementar e é subordinada ao Ministério da Previdência. A segunda, no ano passado, foi decorrente dos prejuízos causados pelos investimentos em certificados de depósito bancário (CDB) no Banco Santos.
Os trabalhos da sub-relatoria serão retomados às 14 horas, na sala 19 da ala Alexandre Costa, no Senado, para ouvir o representante do Portus (fundo dos funcionários da antiga Portobrás), Adrei Antônio de Gasperi. Reportagem - Edvaldo Fernandes
Edição - Rodrigo Bittar
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