Política e Administração Pública

Flordelis reafirma inocência e pede que seja julgada pelo povo; acompanhe

11/08/2021 - 15:53  

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Deputada Flordelis discursa no Plenário da Câmara
Flordelis se defende no Plenário da Câmara

A deputada Flordelis (PSD-RJ) reafirmou nesta quarta-feira (11) no Plenário da Câmara dos Deputados sua inocência e pediu que seja julgada pelo povo e não pelos deputados. “Que eu seja julgada pelo povo, retirada daqui pelo mesmo povo que me colocou aqui nesse lugar”, disse.

Os deputados analisam neste momento o parecer do Conselho de Ética que recomenda a cassação do mandato da deputada, sob acusação de quebra do decoro parlamentar.

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Flordelis afirmou ainda que a pandemia de Covid-19 impediu que conversasse com deputados. “Caso eu saia daqui hoje, saio de cabeça erguida porque sei que sou inocente, todos saberão que sou inocente, a minha inocência será provada e vou continuar lutando para garantir a minha liberdade, a liberdade dos meus filhos e da minha família, que está sendo injustiçada”, disse. Segundo ela, toda a sua família está sendo criminalizada. “Eu não posso e não devo pagar pelos erros de ninguém.”

“Quando o Tribunal do Júri me absolver, vocês vão se arrepender de ter cassado uma pessoa que não foi julgada”, disse Flordelis.

Ela disse ainda que os deputados não conhecem a íntegra do processo. “Muitos dos senhores e senhoras não conhecem meu processo porque não leram. É justo sem conhecer, sem ler, que me julguem sem saber a verdade?, perguntou.

Segundo a deputada, sua defesa vai comprovar que a suposta carta atribuída a ela – em que pediria que o filho assumisse a culpa – não foi escrita por ela.

Entenda o caso
Flordelis é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói (RJ).

Por 16 votos a um, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar recomendou a perda do mandato no começo de junho, segundo parecer do deputado Alexandre Leite (DEM-SP).

Para cassar o mandato, são necessários os votos de pelo menos 257 deputados (maioria absoluta) em votação aberta e nominal.

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Reportagem - Carol Siqueira
Edição - Natalia Doederlein

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