Sócios da InterBrazil poderão ser convocados a depor

06/10/2005 - 16:59  

O relator da CPMI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse há pouco que, a partir de depoimento do dono da seguradora Interbrazil, André Marques da Silva, fica claro que é preciso redisciplinar a conduta do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Segundo o relator, fortunas estariam sendo jogadas fora por causa das garantias concedidas pelo IRB. Serraglio lembra que a atividade de resseguro pressupõe que quem esteja ressegurando também seja co-responsável. Na sua opinião, porém, apenas o IRB está prestando o serviço, atuando como corretor. Ainda na visão de Serraglio, a CPMI deverá chamar outros sócios da InterBrazil para depor, "já que André Marques não parece ser o grande capitalista da seguradora".

Informações privilegiadas
Sobre a suposta relação entre André Marques e o dirigente petista e funcionário da Eletrobrás Adhemar Palocci, Serraglio afirmou que ainda não está totalmente afastada a hipótese de que André tenha tido acesso a informações privilegiadas. Palocci é acusado de ter autorizado o pagamento de fornecedores do PT goiano com recursos da Interbrazil.
O relator disse que André teve trânsito “ainda não bem esclarecido” com petistas e que a comissão vai ter que analisar documentos para ver quanto a seguradora pagou, em termos de contribuição de campanha, e comparar o valor com o que André disser no depoimento.

José Dirceu
Sobre a denuncia de que o deputado José Dirceu (PT-SP) teria recebido um empréstimo do PT e não declarado ao Imposto de Renda, Serraglio observou que a denuncia foge ao exame da CPMI e que, a pedido do deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), vai encaminhar o assunto ao Conselho de Ética da Câmara.

Ação da Polícia Federal
Serraglio justificou a ação da Polícia Federal, que trouxe o depoente para a comissão à força. De acordo com o relator, em um primeiro momento, os advogados de André Marques alegaram que ele tinha sido submetido a uma cirurgia e não poderia comparecer. Posteriormente, a CPMI pediu a comprovação, por meio de atestado médico, que não foi apresentado. "Ficou evidente que era necessária uma providência", disse Serraglio.

O depoimento prossegue na sala 2 da ala Senador Nilo Coelho, no Senado.

Reportagem - José Carlos de Oliveira
Edição - Oscar Telles

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