Dono da Interbrazil admite interesse empresarial em doação
06/10/2005 - 17:16
Em depoimento encerrado há pouco na CPMI dos Correios, o presidente da seguradora Interbrazil, André Marques da Silva, admitiu que as doações feitas por sua empresa a vários partidos, nas eleições de 2004, serviram para que ela fosse lembrada quando os candidatos estivessem ocupando cargos públicos. "O interesse era recordar aos políticos beneficiados com as doações que era bom fazer seguros?", indagou o sub-relator de contratos da comissão, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP).
Diante da resposta afirmativa, o relator da CPMI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), manifestou dúvidas se a empresa contabilizou todas as suas doações eleitorais. Ele suspeita de que a declaração de André Marques não passe de "estratégia para complicar as investigações da comissão".
Falta de pagamento
O deputado Pompeu de Mattos (PDT-RS) afirmou que, antes da liquidação extra-judicial da Intebrazil pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), recebeu informações de que a empresa não estava honrando o pagamento de seguros devidos. Ele citou o caso de uma transportadora gaúcha, que teve prejuízo de R$ 18 mil. O valor foi reconhecido, mas não pago pela companhia. "A empresa adotou a seguinte tática: devo, não nego, mas não pago", protestou o parlamentar.
Rápida ascensão Reportagem - Edvaldo Fernandes
Durante o depoimento, o dono da Interbrazil admitiu que, sendo um simples contador da empresa, recebeu gratuitamente, em 1999, 20% das ações. Atualmente, ele detém 33% da companhia, que tem capital de R$ 56 milhões.
Edição - Rejane Oliveira
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)
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