Empresário diz que não indicou ex-presidente do IRB

06/10/2005 - 17:20  

Em depoimento encerrado há pouco, o empresário Henrique Brandão, dono da corretora Assurê, negou que tenha ajudado a nomear Lídio Duarte para a presidência do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Por outro lado, Brandão admitiu que, quando Duarte foi indicado ao PTB por algumas empresas para ocupar a presidência do instituto, ele (Brandão) foi consultado pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre o perfil do candidato à vaga. "Dei as melhores referências porque se tratava de um funcionário de carreira do IRB", disse Brandão, que atua no setor de seguros e resseguros.
Henrique Brandão depôs na sub-relatoria do IRB da CPMI dos Correios, logo em seguida ao ex-presidente do IRB Lídio Duarte. Na opinião do sub-relator Carlos Willian (PMDB-MG), Brandão, em seu depoimento, mostrou ter influência política. "Não considero convincentes as declarações de que não há influência política no IRB. Mais tarde, ficará claro e patente quem é padrinho de quem", disse o deputado.

Prejuízos
Carlos Willian afirmou ainda que está convencido de que o IRB causou grandes prejuízos aos cofres públicos ao fazer investimentos equivocados e pagamentos de sinistros fraudulentos. Por esse motivo, o parlamentar informou que vai sugerir à CPMI que peça à Justiça a indisponibilidade dos bens de todos os envolvidos no esquema. Segundo o deputado, informações do Tribunal de Contas da União (TCU) dão conta de que, apenas em um sinistro fraudulento, houve desvio de R$ 15 milhões.
O sub-relator também considerou "estranha" a ida do empresário Marcos Valério de Souza ao IRB, conforme afirmou anteriormente Lídio Duarte. "Vou pedir a convocação do diretor comercial da época (Luiz Lucena)", declarou Willian.
Segundo Lídio Duarte, foi esse diretor comercial quem o apresentou a Marcos Valério.

Reportagem - Sandra Crespo
Edição - Noéli Nobre

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