Parlamentares aprovam documento com críticas à Alca

20/05/2005 - 19:20  

Depois de muito debate e de incorporar críticas à Área de Livre Comércio das Américas (Alca), o documento final sobre o tema foi aprovado pelo grupo de trabalho da 4ª Assembléia Plenária do Fórum Interparlamentar das Américas (Fipa). O texto registra que, da maneira que está sendo negociada, a Alca afeta a soberania dos países, não resolve os problemas sociais, beneficia apenas os grandes empresários e ainda pode afetar desfavoravelmente o setor agrário.
O texto aprovado também trocou a afirmação de que a "liberação do comércio, sem barreiras, subsídios e práticas desleais, é chave para a prosperidade" para "o comércio, sem barreiras, subsídios e práticas desleais, pode contribuir para a prosperidade". A nova redação exige ainda que os governos adotem medidas radicais para erradicar a pobreza.
Outra concessão no documento foi o reconhecimento da existência da Alternativa Bolivariana das Américas (Alba), série de acordos bilaterais assinados por Cuba e Venezuela como contraponto à Alca.

Restrição
O representante do Brasil no Fipa, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), considerou o resultado favorável, por ter contemplado todos os pontos de vista. Ele disse que tem restrição quanto à Alca, por causa da manutenção das barreiras tarifárias e não-tarifárias e subsídios agrícolas que prejudicam o desenvolvimento dos países latino-americanos.
A maioria dos parlamentares presentes havia criticado a omissão das reclamações feitas sobre a Alca no documento anterior. A ausência de pontos polêmicos no texto foi recomendada pela presidente do Fipa, a senadora canadense Céline Hervieux-Payette.

Reportagem - Eduardo Tramarim
Edição - Francisco Brandão

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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