Economia

Debatedor e deputado defendem legislação moderna sobre criptomoedas

06/11/2019 - 21:04  

Num futuro muito próximo, o primeiro contato que uma criança terá com o dinheiro será por meio de uma moeda virtual e não através de um banco físico A afirmação é do representante da empresa Flowbtc, que trabalha com bitcoins, Marcelo Miranda.

“As novas gerações já têm uma nova mentalidade sobre isso. A nova geração já vem com novo chip, e tem isso como algo inerente”.

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Comissão especial analisa o projeto, que altera a Lei 12.865/13

Marcelo falou à comissão especial da Câmara destinada a regulamentar as moedas virtuais e programas de milhagem aérea como 'arranjos de pagamento', que são fiscalizados pelo Banco Central (PL 2303/15, que altera a Lei 12.865/13).

Esse mercado de moedas virtuais, as criptomoedas, ainda não foi regulamentado no país. Mas já é uma realidade para muitos investidores e, por não ter uma regra clara, gera muitas discussões pelos riscos que envolve, como admitiu Miranda.

“O mercado teve alguns solavancos, com atores que, no mercado, agiram mal, até de forma criminosa”, disse.

A empresa investe no treinamento em educação para essa nova realidade, já tendo alfabetizado dois mil alunos sobre como funciona o mercado de moedas virtuais. A empresa faz também um trabalho de empreendedorismo social com catadores de material reciclável em Santa Cruz da Esperança (SP) para que transformem sua produção em criptomoedas.

O relator da matéria, deputado Expedito Netto (PSD-RO), disse que pretende apresentar um relatório moderno que contemple todo o processo de transição e amadurecimento que vive o setor de moedas virtuais.

 

Reportagem - Eduardo Tramarim
Edição - Ana Chalub

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