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Representantes de trabalhadores do campo afirmam que há retirada de direitos no atual governo

15/09/2016 - 11:32  

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Representante de diferentes entidades de trabalhadores afirmaram que há retrocesso em direitos no governo do presidente Michel Temer. A queixa foi feita em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara dos deputados sobre o direito à educação no campo.

Para a secretária-executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Cândida Beatriz Rossetto, no governo Temer há um processo de desmonte das conquistas no campo educacional, dos direitos dos trabalhadores e das instâncias de debate. Ela apontou ainda que a educação de qualidade deve considerar as diferentes realidades sociais, como a do campo.

A representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) Matilde de Oliveira Lima disse que só teve acesso à educação de nível médio e nível superior por causa dos movimento de trabalhadores. Ela pediu engajamento da classe trabalhadora contra a retirada de direitos – o que, em sua visão, estaria ocorrendo no atual governo. “Não vamos voltar para a senzala”, afirmou. “Nossa luta é por nenhum direito a menos”, completou.

Formação de cidadão
O secretário de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), José Wilson Gonçalves, afirmou que, até pouco tempo, havia negação de direitos às pessoas que viviam no campo. “Foi graças a um conjunto de lutas de organizações do campo e da sociedade civil, de alguns políticos, que conseguimos alguns avanços”, disse. “Esta Casa tem que assegurar e respeitar as garantias da Constituição de 1988”, completou.

Ele defendeu uma educação pública de qualidade, libertária, capaz de formar cidadãos e de contribuir para o processo de desenvolvimento do País. Para ele, a educação no campo deve ser diferenciada e contextualizada, levando em conta, por exemplo, a questão da produção de alimentos e da preservação das riquezas naturais do País.

Já o debatedor Fabiano Farina, um dos coordenadores da Frente Escola Sem Mordaça, criticou a supressão nas escolas do debate racial e sobre direitos humanos e das mulheres. Para ele, isso é o que o movimento Escola sem Partido almeja. Ele criticou ainda a chamada PEC do Teto de Gastos Públicos (PEC 241/16) “O Estado não existe para pagar a dívida, existe para dar educação e saúde para a população”, afirmou.

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Reportagem - Lara Haje
Edição - Rachel Librelon

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