Economia

Ministro do Planejamento diz que as despesas do País estão descontroladas

24/08/2016 - 11:37   •   Atualizado em 24/08/2016 - 12:02

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O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, disse há pouco que as despesas no Brasil estão descontroladas e crescem independente do ciclo político/econômico. “Essa variável cresce indefinidamente. E elas continuarão crescendo se nada for feito. Controlar essa variável é fundamental para demonstrar que o País tem sustentabilidade.”

Oliveira e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participam de audiência pública da comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição do Teto de Gastos (PEC 241/16). O texto busca limitar os gastos públicos federais por 20 anos corrigidos até o limite dado pela inflação do ano anterior.

Segundo o ministro do Planejamento, mantido o crescimento de despesas do Executivo federal acima da inflação o Brasil não conseguirá ter superavit nos próximos anos. “Mesmo com crescimento de 2,5% não teríamos superavit”, disse. A trajetória da dívida pública federal não é possível ser determinada e não para de crescer, de acordo com o ministro do Planejamento.

O ajuste necessário para reequilibrar as contas pública, sem a PEC do teto de gastos públicos, seria de R$ 350 bilhões, afirmou o ministro do Planejamento. Na mesma linha do ministro Henrique Meirelles, Oliveira acredita que a possibilidade para equilibrar as contas com aumento de impostos não seria um caminho viável, pois haveria necessidade de um aumento indefinido de tributos para conter um aumento indefinido dos gastos públicos.

A PEC do Teto do Gasto Público gerará, para Dyogo de Oliveira, um compromisso da sociedade brasileira com a própria sociedade.

A audiência com os ministros continua no plenário 2.

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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Natalia Doederlein

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