Política e Administração Pública

Primeiras medidas anunciadas pelo governo Temer repercutem entre parlamentares

Hugo Motta considera necessárias, embora sejam impopulares; já Paulo Teixeira critica a possibilidade de volta da CPMF

13/05/2016 - 17:47  

Divulgação
Deputado Hugo Motta (PMDB-PB)
Motta: precisamos readquirir a credibilidade perdida pela ex-presidente Dilma, porque o País não apresentava a confiabilidade de ter o controle das contas públicas

As medidas anunciadas nesta sexta-feira (13) pelo novo governo foram consideradas necessárias pelo deputado Hugo Motta (PMDB-PB), “mesmo que sejam impopulares”.

Ele frisou principalmente o acerto na equipe econômica. “Precisamos desse rearranjo fiscal, para poder readquirir a credibilidade que foi perdida pela ex-presidente Dilma, porque o País não apresentava a confiabilidade de ter o controle das contas públicas”, disse.

Sobre a diminuição de cargos e ministérios, Motta acredita que a redução do tamanho da máquina aumenta a eficiência do Estado. Ele defendeu parcerias com estados e municípios, e com a iniciativa privada. “Podemos ter aí um estado que atenda a população a contento”, disse.

Nova CPMF
Mas o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) considerou contraditório o discurso do governo Temer, que já propõe uma nova CPMF. “Toda a base que votou pelo impeachment dizia que não precisava da CMPF, e agora vem com essa história de que o imposto é necessário”, disse.

Para ele, a visão do governo Temer é economicista e contábil, e não pensa em direitos.

Thyago Marcel
Reunião do CEDES na ONU - Estudo da Segurança Pública - um sistema nacional pactuado - Dep. Paulo Teixeira Data: 16/11/2015
Teixeira: a fusão do Ministério da Previdência com o da Fazenda pode representar uma visão de banqueiros discutindo direitos dos trabalhadores

Teixeira criticou principalmente a fusão do Ministério da Previdência com o da Fazenda, que pode representar uma visão de banqueiros discutindo direitos dos trabalhadores. “Não podemos pensar em um trabalhador que começa a trabalhar aos 15 anos de idade tem de se aposentar na mesma idade de quem começa a trabalhar aos 25 anos, senão vamos tratar os pobres mais duramente”, disse.

Reportagem – Marcello Larcher
Edição – Regina Céli Assumpção

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