Política e Administração Pública

Reunião da CPI do BNDES foi suspensa e deve ser retomada às 14 horas

03/02/2016 - 13:22  

O presidente da CPI que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Marcos Rotta (PMDB-AM), suspendeu a reunião destinada à apresentação dos quatro relatórios setoriais, interrompendo a leitura do parecer do deputado Alexandre Baldy (PSDB-GO), que tem 184 páginas.

O colegiado deve voltar a se reunir às 14 horas para que Baldy retome a leitura. Na reunião de hoje foi lido o sub-relatório da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) e devem ser lidos ainda, na íntegra, os relatórios setoriais dos deputados André Fufuca (PEN-MA) e André Moura (PSC-SE).

Os relatórios setoriais podem ou não ser incorporados pelo relator da CPI, deputado José Rocha (PR-BA), que deve apresentar seu relatório final apenas no dia 16 de fevereiro, dois dias antes do encerramento dos trabalhos da comissão.

Em seu relatório setorial, Alexandre Baldy pede o indiciamento do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, pelos crimes de gestão fraudulenta e de prevaricação, por supostas irregularidades na concessão de empréstimos e renovação dos contratos celebrados pelo banco com as empresas do Grupo São Fernando, do empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula preso pela Operação Lava Jato.

Baldy também pede o prosseguimento das investigações sobre o envolvimento do atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, nas suspeitas decorrentes da Operação Acrônimo, da Polícia Federal.

O sub-relator pede o indiciamento da mulher de Pimentel, Carolina Pimentel, por crimes de pertinência a organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Pede ainda o indiciamento do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto pelo crime de pertinência a organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Já a deputada Cristiane Brasil, em seu sub-relatório, pede que o ex-presidente Lula e outras pessoas suspeitas de terem praticado “tráfico de influência” e recebido dinheiro por prestação de serviços por empresas financiadas pelo BNDES, sejam impedidas de fazer qualquer “intervenção junto ao BNDES ou a qualquer órgão de governo para aprovação ou aceleração do andamento de processos de liberação de créditos e afins” por um prazo de 8 anos.

Alexandre Baldy e Cristiane Brasil apontaram uma série de irregularidades nas operações de crédito do BNDES durante o governo Lula, e Cristiane Brasil chegou a definir as operações do banco como “Hobin Hood às avessas” – uma referência ao personagem lendário conhecido por tirar dos ricos para dar aos pobres.

Os sub-relatórios não serão votados, apenas apresentados aos membros da comissão. O relatório que será votado é o que será apresentado pelo deputado José Rocha.

Mais informações a seguir.

Reportagem - Antonio Vital
Edição - Marcia Becker

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