Depoente confirma denúncias de fraudes em fundos de pensão

Da Agência Câmara - 27/10/2015 - 15:44   •   Atualizado em 27/10/2015 - 18:45

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O advogado Carlos Alberto Costa, ex-braço-direito do doleiro Alberto Youssef, confirmou há pouco, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão, denúncias que já havia feito à Polícia Federal. Ele informou sobre duas operações do doleiro com os fundos: por meio de consultoria da CSA Project Finance, empresa usada por Youssef, foram feitos investimentos no valor de R$ 13 milhões para a Petros, e houve  pagamento de propina a diretores em 2006; além disso, poderia ter havido a compra de R$ 50 milhões em debêntures para a Funcef, mais recentemente, mas a operação não se concretizou devido à Operação Lava Jato. A Funcef informa que essa operação jamais chegou a ser cogitada, porque não se encaixava na política de investimentos da Fundação.

Costa confirmou ainda que João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, frequentava reuniões na CSA para tratar da Petros.

O sub-relator de investimentos da CPI, deputado Marcus Pestana (PSDB–MG), afirmou considerar o depoimento de Costa o mais importante até agora. "De forma objetiva e simples, o senhor legitimou o objetivo desta CPI", disse ele a Costa.

O doleiro Alberto Youssef, principal delator da Operação Lava Jato, falará após o depoimento de Costa.

Manipulação

A CPI quer esclarecer a relação dos depoentes com os fundos de pensão. Ela investiga se houve manipulação política em investimentos com recursos dos fundos de pensão federais: Petros (da Petrobras), Previ (do Banco do Brasil), Funcef (da Caixa Econômica Federal) e Postalis (dos Correios). As operações levaram os fundos a um déficit de mais de R$ 30 bilhões no ano passado.

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A reunião ocorre no plenário 2.

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