Política e Administração Pública

Superintendente da PF avisa que ficará calado na CPI da Petrobras

01/10/2015 - 13:36  

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O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Rosalvo Ferreira Franco, disse há pouco, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, que não vai responder às perguntas dos deputados.

“Estou na Polícia Federal há 30 anos e sempre cumpri os ditames da lei. Eu sou o gestor da maior operação de combate à corrupção do País, que ainda está em andamento, e por isso vou permanecer em silêncio”, disse.

Além do superintendente, a CPI convocou para prestar depoimentos hoje outros dois delegados envolvidos nas investigações, para falar a respeito de dois grampos ilegais encontrados nas dependências da Polícia Federal em Curitiba (PR) – um na cela do doleiro Alberto Youssef e outro no fumódromo usado por agentes e delegados.

O primeiro a depor foi o delegado Maurício Moscard Grillo, responsável pela sindicância interna sobre o grampo. Ele se recusou a responder às perguntas. Também deve ser ouvido hoje o substituto imediato de Franco na superintendência, delegado José Washington Luiz Santos.

Todos os policiais convocados estão amparados por um habeas corpus que lhes garante o direito de não responder às perguntas.

Deputados da CPI apontaram o risco de o caso dos grampos ilegais ser usado para comprometer a Operação Lava Jato.

“É lamentável o que estamos vendo. Em vez de ouvir investigados a, CPI está trazendo aqui delegados da PF”, protestou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

A CPI está reunida no plenário 2.

Mais informações a seguir.

Reportagem – Antonio Vital
Edição – João Pitella Junior

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