Política e Administração Pública

Diretores do BNDES defendem inserção internacional de empresas brasileiras

22/09/2015 - 19:05  

A política do BNDES de priorizar empréstimos para empresas brasileiras com capacidade de inserção no mercado internacional foi elogiada pelos diretores do banco que depuseram nesta terça na CPI que apura irregularidades nas operações da instituição. A audiência pública foi encerrada há pouco.

Questionado por diversos parlamentares sobre o saldo da política de formação de “campeões nacionais”, o diretor das áreas Industrial, Capital Empreendedor e Mercado de Capitais, Júlio Ramundo, disse que trouxe retorno econômico e social para o País, com geração de emprego, renda e receitas para o Estado.

Ele citou o caso do setor de proteínas animal (carnes para exportação). “Esse observou crescimento da exportação, crescimento do emprego, redução da informalidade”, disse Ramundo, após questionamento do deputado Miguel Haddad (PSDB-SP). Para alguns deputados, como Haddad e Carlos Melles (DEM-MG), a política adotada pelo banco levou à concentração dos mercados priorizados pela instituição, como de laticínios e carnes.

A política das campeãs nacionais surgiu no primeiro governo do presidente Lula, e foi implementada por meio da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

A defesa da atuação do BNDES foi feita pelo deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA). Segundo ele, a oposição está tentando “criminalizar” o trabalho do banco. “Promover as empresas brasileiras virou crime. Nunca vi isso no mercado internacional. Se não fizermos isso, não vamos ampliar”, disse.

Ele afirmou que o baixo nível de inadimplência do BNDES é uma demonstração de como os recursos estão sendo bem aplicados.

Próximo depoimento
O presidente da CPI do BNDES, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), informou que o ex-presidente do frigorífico Independência, Graciano Roberto Russo, será a próxima pessoa a ser ouvida pelo colegiado, na semana que vem.

O depoimento do ex-presidente da construtora Camargo Correa, Dalton Avancini, somente será tomado após a justiça liberá-lo para falar na CPI. Avancini está em prisão domiciliar por envolvimento com a Operação Lava Jato.

Reportagem - Janary Júnior
Edição - Newton Araújo

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