Política e Administração Pública

Diretor diz que não há ingerências políticas no BNDES

22/09/2015 - 15:25  

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O diretor das áreas Industrial, Capital Empreendedor e Mercado de Capitais do BNDES, Júlio Ramundo, disse há pouco que não há ingerência política nas decisões de empréstimos da instituição e que nunca presenciou mudança de equipe ou revisão de decisão para beneficiar algum grupo econômico.

“O BNDES, conforme colocamos aqui, tem um processo absolutamente consagrado em mais de 60 anos de decisões compartilhadas, de modo que não há ingerência política nas decisões”, disse Ramundo, que participa de audiência pública da CPI do BNDES.

Em resposta ao relator da comissão, deputado José Rocha (PR-BA), ele afirmou que o banco não perdeu recursos com financiamentos feitos ao grupo EBX, holding do empresário Eike Batista que passou a enfrentar problemas financeiros a partir de 2013. Segundo ele, os financiamentos feitos estavam em dia ou as garantias dadas pelas empresas foram executadas. Além disso, ativos foram vendidos para ressarcir o banco.

Campeões nacionais
Júlio Ramundo também negou que o BNDES tenha optado, a partir do Governo Lula, priorizar os financiamentos para criação de “campeões nacionais”, empresas com forte atuação externa em áreas como alimentos e mineração.

“O que houve foi uma política de fortalecimento das empresas brasileiras, de sua política de internacionalização”, disse Ramundo. Ele afirmou que as empresas beneficiadas representam cadeias produtivas onde o Brasil possui vantagens comparativas em relação a outros países. “O banco executou essa política com resultados positivos”, disse.

A audiência pública da CPI do BNDES prossegue no plenário 7.

Reportagem - Janary Júnior
Edição - Newton Araújo

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