Política e Administração Pública

Funcionária da UTC diz que não vai responder perguntas da CPI da Petrobras

15/09/2015 - 17:28   •   Atualizado em 15/09/2015 - 17:37

Sandra Raphael Guimarães, a segunda depoente do dia na CPI da Petrobras, disse que vai usar o direito constitucional de permanecer em silêncio.

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Antes disso, ela informou que não tem qualquer ligação com as investigações da Operação Lava Jato, que apura o esquema bilionário de corrupção na Petrobras. “Eu sou funcionária da UTC Desenvolvimento Imobiliário, trabalho em Salvador e não tenho nenhum cargo de direção. Nunca prestei serviço à Petrobras e nem à UTC Engenharia. Por isso pedi à Justiça para ser dispensada e vou ficar em silêncio”, disse.

Diante do silêncio dela, o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), pediu a dispensa da depoente.

Mas os deputados prosseguem com o interrogatório. “A senhora sabe de quem é a empresa GFD?”, perguntou o deputado Altineu Cortes (PR-RJ), um dos sub-relatores da CPI.

“Vou ficar em silêncio”, respondeu. “O dono é o (doleiro) Alberto Youssef”, disse o deputado.

Sandra foi denunciada por lavagem de dinheiro e corrupção junto com o dono da UTC, Ricardo Pessoa, e o doleiro Alberto Youssef em um dos inquéritos da Operação Lava Jato.

“Quantas vezes a senhora esteve com Youssef?”, perguntou o deputado Bruno Covas (PSDB-SP). ‘Vou ficar em silêncio”, repetiu a depoente.

A UTC e a Constran, empresa do grupo de Pessoa, tinham contratos de mais de 14 bilhões de reais com a Petrobras.

O depoimento de Sandra já acabou. Agora será a vez de Roberto Mendes, da empresa italiana Saipem.

A reunião continua no plenário 3.

Reportagem - Antonio Vital
Edição - Newton Araújo

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