Política e Administração Pública

Aditivos explicam em parte aumento de custos de refinaria, diz engenheiro

08/06/2015 - 16:56  

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O engenheiro Flávio Fernando Casa Nova da Motta, gerente geral da área de engenharia do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e ex-gerente de empreendimentos da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, admitiu à CPI da Petrobras que os aditivos contratuais explicam em parte o aumento dos custos da refinaria Abreu e Lima. “Houve aumento de custos decorrentes de modificação de projetos”, disse.

A refinaria foi estimada em 13 bilhões de dólares e já chega a 18 bilhões de dólares. “Os aditivos contribuíram para este aumento”, disse. Ele apontou outros fatores que explicam o aumento dos custos: variação cambial, reajustes contratuais e pagamento de juros – quando há financiamento para as obras.

Motta disse aos deputados que houve modificações nos procedimentos relativos a aditivos contratuais no caso das empresas envolvidas na Operação Lava Jato e que continuam a ter algum contrato de prestação de serviços com a Petrobras.

Ao responder pergunta do deputado Leo de Brito (PT-AC), ele disse que a estatal modificou seus procedimentos desde que a investigação da Polícia Federal se tornou pública.

“As empresas citadas não são mais convidadas para disputar contratos”, explicou. As que continuam com algum contrato têm mais dificuldade de solicitar aditivos. “Os pedidos agora são analisados duas vezes. Uma outra área da Petrobras analisa se o pedido é realmente necessário e imprescindível e, se for o caso, o mesmo pedido é analisado pelo órgão de estimativa de custos da Petrobras para verificar se os valores estão de acordo com os praticados no mercado”, disse.

Reportagem - Antônio Vital
Edição - Newton Araújo

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