Política e Administração Pública

Segundo funcionário da OAS também decide ficar calado na CPI da Petrobras

28/05/2015 - 10:30  

O segundo funcionário da OAS convocado pela CPI da Petrobras, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, também se recusou a responder as perguntas dos deputados – a exemplo do que fez o primeiro depoente do dia, José Ricardo Nogueira Breghirolli.

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Assim como Nogueira, Coutinho foi dispensado assim que manifestou sua disposição de não falar. “Nem em uma sessão secreta?”, sugeriu o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). “Tenho muito respeito à CPI, mas por orientação dos meus advogados vou permanecer em silêncio”, respondeu Oliveira.

Sá Oliveira e Breghirolli foram convocados a depor na condição de investigados e, como são réus no processo da Operação Lava Jato, têm o direito constitucional de permanecer em silêncio para não se auto-incriminar. Os funcionários da OAS estão em prisão domiciliar e foram denunciados por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, também foi denunciado. No último dia 26, ele também se recusou a responder as perguntas dos deputados na CPI e foi dispensado.

A dispensa dos depoentes foi criticada pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP). “Às vezes o depoente se nega a falar mas acaba respondendo alguma coisa”, disse. O presidente em exercício da CPI, deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), explicou que, nos casos em que o depoente é convocado como acusado, tem o direito de permanecer calado. “Quando o depoente vem como testemunha é obrigado a falar”, comparou.

Ontem, cinco executivos do Grupo Schahin, acusados de pagamento de propina na Petrobras, foram convocados como testemunhas mas também se recusaram a responder as perguntas, amparados por um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal.

A comissão continua reunida no plenário 2.

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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Natalia Doederlein

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