Relações exteriores

Debatedores afirmam que Brasil subestima risco de ataque terrorista

27/05/2015 - 12:35  

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O consultor em assuntos de terrorismo André Luís Woloszyn ressaltou a necessidade de o Brasil adotar medidas preventivas contra atos terroristas na Olimpíada de 2016, que será realizada no Rio de Janeiro. Essas medidas, na opinião do consultor, deveriam incluir maior controle das fronteiras secas e marítimas e na emissão de passaportes.

Segundo Woloszyn, que participa de audiência sobre o assunto na Câmara dos Deputados, a atual conjuntura brasileira pode transformar a hipótese em realidade. O País, disse, possui hoje uma grande população de imigrantes ilegais. Acrescido a isso, o contingenciamento que afeta as áreas de segurança e defesa nacional pode prejudicar operações nas fronteiras.

"Existe a crença de que o Brasil é um país pacífico, e não é. Há a crença de que o Brasil não faz parte das forças de coalizão que operam no oriente médio. Essa percepção um tanto distorcida nos leva a subestimar as forças desse grupo", alertou o consultor.

Para o chefe do Departamento de Relações Internacionais da PUC Minas, Jorge Lasmar, uma legislação brasileira antiterrorista não pode simplesmente responder à pressão internacional, mas deve estar atenta a todo o ciclo terrorista e refletir a realidade nacional. Segundo ele, é preciso tomar cuidado para que não haja um empoderamento do Executivo, uma maior militarização da polícia ou a criminalização de movimentos sociais.

"Não devemos cair na tentação de importar modelos internacionais existentes", disse Lasmar. "Terrorismo é um fenômeno complexo e está sempre em mudança."

A audiência continua no plenário 3.

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Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

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