PMDB apoia ajuste fiscal, mas com liberdade para discutir temas específicos
19/05/2015 - 19:35
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que o partido vai apoiar o ajuste fiscal proposto pelo governo, mas quer ter a liberdade de discutir situações específicas. A afirmação foi feita durante reunião da bancada da legenda com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, encerrada há pouco.
“Não temos divergência com a tese do ajuste, mas temos sensibilidade para discutir os temas propostos pela sociedade”, disse Picciani.
Segundo ele, o partido foi fiel ao governo durante a votação da primeira parte das medidas do ajuste, na semana passada, quando a Câmara aprovou as medidas provisórias 664/14 e 665/14, que tratam, respectivamente, da pensão por morte e do seguro-desemprego.
Picciani disse que o partido apoiou em peso o ajuste nas diversas votações feitas para aprovar as duas MPs. Na votação com menor apoio, 2/3 da bancada ficaram com o governo.
“O ajuste não é um tema do Congresso. É um tema do Executivo e nós entendemos que isso é fundamental para o País neste momento”, afirmou.
O deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) advertiu, porém, que não há consenso no partido para a votação do PL 863/15, que amplia as alíquotas pagas pelas empresas como contribuição à Previdência Social.
O ministro Levy pediu um voto de confiança do PMDB para a política econômica e disse que não será bom para a economia se o ajuste não for aprovado logo. “Quanto mais rápido fizermos o ajuste, melhor. Não queremos discutir isso no ano que vem”, afirmou.
Reportagem - Janary Júnior
Edição - Newton Araújo