Presidente do BNDES defende financiamento da Sete Brasil
16/04/2015 - 11:09

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, garantiu à CPI da Petrobras que os investimentos feitos pelo banco deram lucros e defendeu as operações de financiamento, inclusive o feito na empresa Sete Brasil, investigado pela comissão.
Segundo o executivo, o banco apresentou lucro de R$ 8,6 bilhões no ano passado e tem uma taxa de inadimplência de apenas 0,01%. “É a menor taxa de todo o sistema financeiro nacional e isso ocorre devido aos mecanismos internos de controle”, disse.
Ele explicou como funciona o processo decisório no banco. Segundo Coutinho, não existem decisões monocráticas no BNDES, ou seja, ninguém decide nada sozinho. Ele apresentou aos deputados as etapas de concessão de um empréstimo, que passam por diversos comitês de decisão, inclusive um de avaliação de risco, monitorado pelo Banco Central, até que o financiamento seja aprovado pela diretoria, que responde ao Conselho de Administração.
Criação da Sete Brasil
Coutinho explicou as origens do projeto de criação da Sete Brasil, que começou em 2009 com o objetivo de nacionalizar a produção de sondas de perfuração, até então obtidas no exterior. “O objetivo era viabilizar geração de empregos no Brasil com construção naval, uma maneira de desenvolver a cadeia produtiva no País. Foi feito o mesmo na Inglaterra e na Suécia”, explicou o presidente do BNDES.
O projeto começou em 2009 para construir sete sondas, daí o nome da empresa. A Petrobras entrou como parceira em 2010, com participação de menos de 9,36% do empreendimento. Em 2011, foram assinados os acordos para a construção de outras 21 sondas, totalizando 28.
“A participação da Petrobras era pequena, mas era o que dava aos investidores a garantia de que haveria expertise na construção dos equipamentos”, explicou Coutinho.
A composição societária da Sete Brasil envolvia outros investidores, inclusive internacionais, além da Petrobras e do BNDES.
A CPI continua reunida no plenário 2.
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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Natalia Doederlein