Representante da PRF pede melhor comunicação entre órgãos no combate à exploração sexual
07/04/2015 - 17:33
A representante da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Márcia Freitas afirmou há pouco que é preciso melhorar a comunicação entre os órgãos do governo para haver um diálogo amplo e aberto com todos os atores da rede de proteção contra a exploração sexual.
“A rede de criminalidade também trabalha com o compartilhamento de informações, nós temos de nos adaptar a essa rede moderna, com uma comunicação ágil”, ressaltou, durante audiência pública realizada pelas comissões de Esporte; de Turismo; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados para discutir políticas de repressão ao turismo sexual nas Olimpíadas e nas Paralimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. A reunião já foi encerrada.
Em resposta ao deputado Marcelo Matos (PDT-RJ), ela disse que o monitoramento nas estradas é feito pelo “cartão programa”, que orienta o policial sobre a existência de pontos críticos, onde a exploração sexual é intensa. Segundo ela, a PRF foi responsável, nos últimos anos, pelo resgate de mais de 4 mil crianças em situação de vulnerabilidade nas estradas.
Márcia Freitas afirmou ainda que haverá aumento do efetivo de policiais rodoviários federais no Rio de Janeiro. “Nos últimos 3 anos, foram mais de 2 mil contratações de profissionais para trabalhar com o planejamento estratégico em grandes eventos”, disse. Ela ainda negou o fechamento de postos da PRF, como afirmado por Marcelo Matos.
O diretor de Relações Institucionais do Comitê Rio 2016, embaixador Agemar Sanctos, ponderou que, apesar de representar grande oportunidade para o País, os Jogos Olímpicos envolvem naturalmente riscos. “Diversas instituições, entre elas a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), varrerão os mais de 200 mil credenciados para acompanhar os jogos. Isso já é, para nós, uma medida de segurança”, disse. Ele ressaltou que o comitê não tem o poder de polícia comum, mas vai cooperar com o governo.
Sobre as políticas de conscientização, o coordenador da Proteção à Infância do Ministério do Turismo, Adelino Silva Neto, disse que a pasta tem o compromisso de ampliá-las. Ele mencionou a campanha realizada em Salvador, durante a Copa do Mundo de 2014, quando as ações do Disque 100 envolveram mais de 150 mil pessoas.
O representante da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Vitor Neves Feitosa, ressaltou que o trabalho integrado dos órgãos confere mais dinâmica às tomadas de decisão. Conforme ele, as secretarias da criança e do adolescente atuam em parceria com as polícias militar e civil e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o que permite uma proteção “integral e rápida”.
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Marcos Rossi