Legatti se dispõe a participar de acareação com Nakandakari
31/03/2015 - 13:54

O ex-gerente geral da refinaria Abreu e Lima Glauco Legatti disse, em depoimento à CPI da Petrobras, que está disposto a fazer uma acareação com o engenheiro Shinko Nakandakari, delator da Operação Lava Jato que o acusou de ter recebido propina de R$ 400 mil.
Em depoimento à Justiça, Nakandakari disse ter efetuado os pagamentos a Legatti em espécie, pessoalmente, nos hotéis Caesar Park e Sofitel, em São Paulo. Legatti admitiu ter se encontrado com Nakandakari diversas vezes nestes hotéis, mas negou que os encontros tivessem relação com o pagamento de propinas. “Éramos amigos”, disse.
Legatti admitiu participar de uma acareação ao responder pergunta do deputado Delegado Waldir (PSDB-GO).
No processo judicial da Operação Lava Jato, Nakandakari disse que os pagamentos para Glauco Legatti "avançaram pelo ano de 2014, inclusive depois que a Operação Lava Jato foi deflagrada".
Shinko Nakandakari admitiu ter sido o operador da empreiteira Galvão Engenharia, ou seja, a pessoa encarregada de pagar propinas da empresa para diretores da Petrobras. A Galvão Engenharia participou da refinaria Abreu e Lima e é uma das empresas acusadas de formal um cartel para obter contratos com a Petrobras.
Glauco Legatti disse que não havia motivo algum para receber propina da Galvão Engenharia.
A CPI está reunida no plenário 3.
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Reportagem - Antonio Vital
Edição - Natalia Doederlein