Política e Administração Pública

Governo acumula deficit de R$ 20,7 bi; despesas devem subir até dezembro

06/11/2014 - 20:04  

A meta oficial de superavit primário para este ano é de R$ 116,1 bilhões para o governo federal (incluindo as estatais), segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em vigor (12.919/14). A mesma lei permite que a meta seja reduzida em R$ 67 bilhões. Com isso, o governo só precisa perseguir, na prática, uma meta de R$ 49,1 bilhões.

Em fevereiro, porém, o Executivo se comprometeu a entregar, ao final do ano, R$ 80,8 bilhões de superavit primário. O problema é que sucessivos deficits nas contas públicas – o último verificado agora em setembro – levaram o Executivo a admitir que não alcançará o valor prometido.

Entre janeiro e setembro, o deficit primário chegou a R$ 20,7 bilhões (R$ 1,2 bilhão vem das estatais). Para conseguir a meta mínima (R$ 49,1 bilhões), o governo teria que poupar quase R$ 70 bilhões entre outubro e dezembro, valor considerado difícil nas atuais circunstâncias.

Receitas e despesas
Tradicionalmente, no segundo semestre, as receitas federais caem e as despesas públicas sobem, por causa de pagamentos como o 13º salário dos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os investimentos públicos. Além disso, o governo postergou para este mês o pagamento de precatórios que deveria ter sido feito em abril.

Existe ainda o auxílio do Tesouro Nacional às concessionárias do setor elétrico – de cerca de R$ 4 bilhões – por custearem programas sociais na área energética e por comprarem energia mais cara das termelétricas.

Todas essas contas devem pressionar ainda mais as despesas, dificultando a geração de saldos positivos no caixa do governo.

Reportagem - Janary Júnior
Edição – Regina Céli Assumpção

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