Consumidor

Anac: ainda é cedo para avaliar impacto da Copa no preço das passagens

18/12/2013 - 15:49  

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, disse há pouco que ainda é cedo para falar de escalada de preços das passagens aéreas durante Copa do Mundo do ano que vem. Ele participa de audiência pública sobre o tema na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Os dados da Anac, de acordo com o presidente, apontam que foram vendidos entre 5% e 20% dos assentos para dias de jogos da Copa. "As pessoas só souberam para onde valia a pena voar depois do sorteio dos grupos (no último dia 6) e ainda nem sabem se conseguirão ou não os ingressos", avaliou. Segundo ele, a Anac está coletando os dados das vendas para junho e julho, período da Copa, e que, no início de janeiro do próximo ano, deve divulgar os dados das vendas de dezembro, ou seja, com as chaves do torneio já divulgadas.

A agência, lembrou ele, também montou um comitê para monitorar os preços durante a Copa.

Números
Guaranys apresentou vários números que apontam a diminuição do preço das passagens entre 2002 e 2012. Segundo ele, em 2002, não havia tarifas vendidas a menos de R$ 100, enquanto, em 2012, cerca de 13% das passagens domésticas estavam nessa faixa de preço. O valor do quilômetro voado, de acordo com ele, caiu 56% entre 2002 e 2012.

Os dados apontam, no entanto, um aumento de 4,16% entre 2012 e 2013. Esse impacto seria reflexo da elevação do custo do querosene de aeronave. Conforme Guaranys, uma redução do ICMS do combustível diminuiria o custo das empresas e, logo, dos bilhetes aéreos.

Ele também defendeu, como medida de aumento da concorrência, a ampliação da participação do capital externo nas companhias aéreas brasileiras. A elevação da capacidade dos aeroportos também seria um fator relevante para a concorrência entre as companhias, apontou.

O debate prossegue no Plenário 13.

Continue acompanhando esta cobertura.

Reportagem - Carol Siqueira
Edição - Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.