Brasil só explora o minério que está vendo, diz diretor
13/08/2013 - 15:46
O diretor-geral do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Sérgio Dâmaso, defendeu há pouco a transformação do órgão em agência reguladora do setor, conforme previsto na proposta do novo Código de Mineração (PLs 37/11, 5807/13 e apensados). Segundo Dâmaso, se puder contar com uma agência forte, o Brasil poderá dar um grande salto no setor.
Em audiência pública na comissão especial que analisa o código, Sérgio Dâmaso destacou a importância do setor para o Brasil. Com 7.195 minas em operação em 2012, o Brasil exportou no período 57,2 bilhões de dólares, excluídos o petróleo e o gás natural. A importação mineral, por outro lado, foi de 27,1 bilhões de dólares, igualmente excluídos o petróleo e o gás natural. O setor representou 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, com 82,3 bilhões de dólares.
Em contrapartida, a taxa média de investimentos na fase de pesquisa no Brasil, nos últimos anos, tem sido de cerca de 1% do valor da produção mineral brasileira. “O Brasil tem um potencial enorme, mas só exploramos o que estamos vendo”, lamentou Dâmaso.
Tecnologia e infraestrutura
Entre os problemas que impedem o desenvolvimento do setor mineral brasileiro, ele citou a deficiência de recursos tecnológicos, a necessidade de reforma na infraestrutura da sede e das superintendências do DNPM, o quadro de pessoal técnico reduzido, a legislação desatualizada e as dificuldades orçamentárias.
“Eu não tenho dúvidas de que o setor de agronegócios e o mineral são a alavanca deste País. É uma pena que, no setor mineral, ainda estamos engatinhando, enquanto que na América do Sul temos países como o Chile e o Peru que estão bem avançados”, comparou o diretor.
A audiência ocorre no Plenário 12.
Reportagem - Noéli Nobre
Edição - Rachel Librelon