CPI do Tráfico de Pessoas ouve pais de crianças adotadas no Paraná

Parlamentares também vão discutir as mudanças necessárias na legislação para melhor proteger as crianças brasileiras em casos de adoções internacionais.
Da Agência Câmara - 18/04/2013 - 08:36
Fernando Francischini
Francischini: "Tráfico de pessoas é um problema grave que vem assombrando a população". - Foto: Arquivo/ Gustavo Lima

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas fará audiência pública hoje, em Curitiba (PR), para ouvir pais de crianças adotadas, autoridades e outros envolvidos em adoções no estado (veja a lista completa de depoentes).

Na semana passada, o vice-presidente da CPI, deputado Fernando Francischini (PEN-PR), recebeu da Polícia Federal do Paraná documentos e computadores apreendidos no apartamento de Audelino de Souza, conhecido por Lino, apontado como intermediador de adoções supostamente ilegais no estado e representante da ONG Limiar, que atua em quatro estados brasileiros.

Francischini recebeu também a cópia do depoimento do Lino, colhido pela PF do Paraná. Entre outras informações, Lino revelou que enviava em média 20 crianças brasileiras ao ano para os Estados Unidos para adoção.

O caso mais recente foi registrado por uma família de São João do Triunfo (PR), que teve os filhos adotados por casais dos Estados Unidos, com a suposta intermediação da Limiar.

Na semana passada, a comissão ouviu o presidente da ONG, Ulisses Gonçalves da Costa, que não convenceu os parlamentares. “Estamos diante de um caso grave, e a CPI precisa saber a sua extensão. É preciso acrescentar que as declarações dadas pelo diretor da Limiar foram bastante inconsistentes. A comissão precisa apurar se este senhor é ‘laranja’ de uma grande rede de tráfico de pessoas ou se é sócio dela”, disse o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).

A audiência será realizada na Assembleia Legislativa do Paraná, às 9 horas.

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