Direitos Humanos

CPI quebra sigilos de acusada de intermediar adoções ilegais na Bahia

20/11/2012 - 18:46  

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara que investiga o tráfico de pessoas aprovou nesta terça-feira (20) requerimento que pede acesso aos sigilos fiscal, bancário e de dados telefônicos de Carmen Topschall e Bernhard Topschal. O casal é suspeito de intermediar adoções ilegais no município baiano de Monte Santo.

O pedido de quebra de sigilo, solicitado pela relatora da CPI, deputada Flávia Morais (PDT-GO), inclui ainda as empresas que estão em nome dos dois acusados.

Para o presidente da comissão, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), o acesso aos dados poderá permitir que a comissão esclareça o grau de participação do casal Topschall no episódio de Monte Santo. A mulher é apontada como a pessoa que intermediou a entrega de cinco crianças de uma única família baiana para moradores do estado de São Paulo. “É preciso conhecer a fundo as atividades dessa mulher, algo que será fundamental para os nossos trabalhos. Vamos investigar isso, porque naqueles casos concretos da Bahia, ela está no centro da polêmica”, disse o parlamentar.

Carmen e Bernhard permaneceram em silêncio quando estiveram em audiência pública realizada pela CPI na semana passada em Brasília.

A CPI também aprovou requerimento da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) que convida Maria Marlene Cegeuca, ex-cunhada de Carmen Topschall, para prestar esclarecimentos à CPI. Segundo a parlamentar, em 2002, a empresária Carmem Topschall pediu à Justiça a guarda de suas duas sobrinhas, na época de 8 e
10 anos, filhas de Maria Marlene, argumentando que a mãe não tinha condições psicológicas e financeiras para criar as filhas. O objetivo do convite é esclarecer esse episódio.

Conselhos tutelares 
A CPI do Tráfico de Pessoas também aprovou a requisição aos conselhos tutelares de Monte Santo, Euclides da Cunha (BA) e Encruzilhada (BA) de cópias dos livros com registros de casos sobre crianças em situação de risco e quem são os autores destas denúncias. Estes dois últimos municípios também têm casos suspeitos de adoção de menores.

Em depoimento prestado à comissão, no início deste mês, o juiz Vitor Bizerra, que autorizou a guarda provisória de cinco irmãos baianos a uma família de São Paulo disse que as decisões dele em relação ao caso foram tomadas com base nos relatos mostrados pelos conselheiros tutelares.

Veja o resultado da reunião da CPI desta terça-feira.

Da Redação - RCA

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