Publicidade dirigida a crianças pode ser prejudicial, defende professora
09/08/2012 - 11:39
A professora e coordenadora do Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Adolescência e Mídia, da Universidade Federal do Ceará (UFC), Inês Vitorino, criticou há pouco a onipresença das mídias e da publicidade como elemento de formação para crianças e adolescentes.
“É impossível para os pais sozinhos, com esse nível de agressividade da publicidade, que eles tratem de forma adequada essa questão [de defesa contra o consumismo]”, afirmou. Segundo Inês Vitorino, os pais podem minimizar os danos, mas estes já estão construídos.
Ela questionou por que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) deva ser o agente exclusivo de regulação da publicidade. “Por que os pais e educadores são excluídos do sistema de decisão do modelo regulatório?”
A professora apresentou vários exemplos de propagandas com uso de mascotes, venda casada e licenciamento de personagens para estimular o consumismo infantil. “A criança não pede ao pai o biscoito de um gosto específico, mas do personagem A ou B.”
Ela participa do 1º Seminário Infância Livre de Consumismo, promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. O encontro é para debater temas como a proteção especial e integral da infância frente aos apelos de consumo, a publicidade de alimentos direcionada ao público infantil e publicidade infantil e liberdade de expressão.
O evento se estenderá até o final da tarde. Confira aqui a programação completa e os convidados do seminário. A reunião prossegue no plenário 9.
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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Marcelo Westphalem