Perillo nega irregularidades em suas relações com envolvidos em investigações
12/06/2012 - 14:06
Questionado pelo relator da CPMI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), sobre suas relações com diversos envolvidos nas investigações, o governador de Goiás, Marconi Perillo, negou irregularidades e defendeu seu ex-assessor, Lúcio Fiuza Gouthier, o ex-procurador-geral do Estado, Ronald Bicca, e o empresário Alexandre Baldy. Perillo afirmou que o procurador nunca atendeu a pedidos do esquema de Cachoeira, e disse duvidar que Baldy, um empresário de sucesso em Goiás, tenha se envolvido com irregularidades.
Quanto a Fiuza, Perillo disse que ele agiu como seu representante na compra de sua casa e foi exonerado juntamente com outros assessores que teriam de sair para disputar as eleições, e não por causa das denúncias. "Ele deveria continuar, mas me disse que não gostaria mais de trabalhar no governo, pois está com quase 70 anos e já deu sua contribuição", afirmou.
O governador afirmou ainda que processou o jornalista Luiz Carlos Bordoni por calúnia, após ele ter denunciado à imprensa que os serviços que prestou à campanha de Perillo ao governo do estado teriam sido de R$ 170 mil, embora a prestação de contas à Justiça Eleitoral tenha sido de apenas R$ 33 mil.
Em relação a sua ex-chefe de gabinete, Eliane Pinheiro, que admitiu ter relações pessoais com Cachoeira e pediu exoneração, Perillo afirmou que esse pedido foi pessoal e para poupar o governo de desgastes.
O governador explicou que tem diversos chefes de gabinete, cada um com uma função, e que Eliane cuidava de articulações políticas no interior do estado.
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Reportagem- Marcello Larcher
Edição- Mariana Monteiro