Saúde

Câmara participa das comemorações do Dia Mundial de Luta contra a Aids

01/12/2011 - 09:52  

Rodolfo Stuckert
Campanha de luta contra a Aids - iluminação do prédio do Congresso
O prédio do Congresso recebeu iluminação especial para reforçar a campanha.

A Câmara participa neste ano das comemorações do Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro). Por iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, foi distribuído material educativo do Ministério da Saúde nas portarias dos prédios do Congresso para reforçar a prevenção e o combate à doença. Ainda como parte das comemorações, os prédios da Câmara e do Senado receberam iluminação especial entre as 20 e as 23 horas.

O dia 1º de dezembro foi declarado Dia Mundial de Luta contra a Aids pela Organização Mundial da Saúde em 1988. Em 2011, o slogan da campanha (A aids não tem preconceito. Previna-se) reforça a necessidade de discussão sobre a vulnerabilidade à doença de jovens homossexuais de 15 a 24 anos de idade – grupo onde houve aumento da incidência de aids – e entre pessoas vivendo com HIV/aids. A campanha também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.

Laço vermelho
O laço vermelho é o símbolo internacional da consciência sobre o HIV e a aids. É usado por um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo para demonstrar sua preocupação com a doença e expressar visualmente solidariedade com os portadores do vírus.

Frente parlamentar
Na Câmara, a Frente Parlamentar Nacional em HIV/Aids comemora dez anos de atividades. Fundada em 30 de outubro de 2001, a frente desde então articula e discute com o governo ações para diminuir a incidência de HIV e a discriminação, além de estimular a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida das pessoas com aids.

"No ano passado, 12 mil pessoas morreram no Brasil de aids/HIV. O número de casos aumentou em todo o País entre 1998 e 2010, só não ocorrendo isso na Região Sudeste”, disse o coordenador da frente, deputado Chico D'Angelo (PT-RJ). “Hoje existe uma geração que não viveu a luta contra a aids, de 20 anos atrás, e pode achar que esse problema está resolvido. Mas, nos últimos dez anos, o número de jovens homossexuais do sexo masculino com aids cresceu 60%."

Para a assessora técnica do Ministério da Saúde Noêmia Lima, as novas gerações têm conhecimento de que a camisinha é a melhor forma de prevenir o HIV, mas perderam o medo do contágio. "Houve uma certa banalização. Principalmente porque esta geração não conviveu com a geração hoje adulta, que teve o impacto do início da epidemia, em que havia mensagens de que a aids mata e criamos uma geração que tinha medo. Por conta do tratamento e do avanço tecnológico, perdeu-se o medo de se infectar e abriu-se mão da prevenção."

A assessora técnica do ministério afirmou, no entanto, que persiste o preconceito que impede a inclusão de portadores do vírus no mercado de trabalho, o que ela chama de "morte social".

*Matéria atualizada às 21h06

Da Redação/PT

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