Política e Administração Pública

PPS protocola representação que pede explicações sobre intimações do Depol

10/10/2011 - 20:50  

O Partido Popular Socialista (PPS) protocolou nesta segunda-feira representação na Corregedoria da Câmara para solicitar explicações sobre a denúncia feita pela revista Veja desta semana. A publicação acusa o Departamento de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol) de tentar interrogar cidadãos que estariam chantageando um parlamentar.

Segundo o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), o Depol não tem a prerrogativa de intimar cidadãos para vir ao parlamento e isto se configuraria como abuso de poder. “Diante da gravidade destes fatos e diante dos documentos apresentados nós temos que, de imediato, dar uma resposta a isto tudo”, defendeu Bueno.

O deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ) também se pronunciou contra a ação do Depol. “Polícia legislativa não pode funcionar como milícia, isto foi uma atitude de polícia paralela”, acusou o parlamentar. Nercessian disse ainda que o cidadão não deve se submeter a intimações de polícias paralelas. “Se o cidadão recebe uma intimação destas, ele tem que ir à polícia, ao Judiciário e denunciar”, completou.

Denúncia
De acordo com a revista, agentes legislativos intimaram um sem-terra, um lavador de carros e um vigilante, moradores de Unaí (MG), para apurar uma suposta chantagem contra o deputado Roberto Policarpo (PT-DF). O deputado está sendo investigado por suposto crime eleitoral. Os três seriam testemunhas de um inquérito que tramita na Polícia Federal, que apura um esquema de transporte de eleitores e de compra de votos na campanha eleitoral do ano passado.

Presidente do PT em Brasília, o deputado Policarpo negou que tenha acionado o presidente Marco Maia para abrir a investigação na Câmara. Em nota, a Presidência da Câmara informou que não houve ingerência na atuação da Polícia Legislativa.

Da redação / MW

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