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Vítimas do massacre de Realengo não recebem assistência necessária, diz deputado

03/08/2011 - 16:05  

O deputado Roberto de Lucena (PV-SP), que, junto com outros cinco parlamentares, visitou a escola de Realengo, no Rio de Janeiro (RJ), que sofreu o ataque de um atirador em abril deste ano, disse há pouco que muitas vítimas não estão recebendo os cuidados médicos necessários. “Junto com o silêncio da mídia, houve o silêncio das autoridades. São inúmeros os casos de urgência de procedimentos médicos, mas, mesmo assim, não há vontade política para que essas situações sejam resolvidas”, afirmou. Pelo menos 12 pessoas morreram em decorrência do massacre.

A visita dos deputados ocorreu no início do mês passado. No encontro, uma associação das famílias das vítimas fez reivindicações para melhoria da segurança nas escolas. Entre elas:
- instalação de detectores de metal nas escolas;
- marcação de horário para recebimento de visitantes, fora do horário escolar;
- avaliações psicológicas periódicas dos alunos e registro de possíveis problemas;
- atuação permanente de profissionais da área de segurança, como policiais ou bombeiros, nos colégios;
- tratamento psicológico contínuo para as famílias das vítimas de Realengo.

Lucena, que é presidente da frente parlamentar de combate ao bullying e outras formas de violência, participa neste momento de reunião do grupo. O encontro foi marcado para prestação de contas sobre as atividades do colegiado no primeiro semestre e definição da agenda para o restante do ano.

A reunião ocorre no auditório Freitas Nobre.

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Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Marcelo Oliveira

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