Política e Administração Pública

Oposição ainda quer que Palocci venha à Câmara explicar aumento patrimonial

07/06/2011 - 19:07  

A demissão do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, acaba com a crise do governo, mas não o desobriga de dar explicações sobre o seu enriquecimento nos últimos quatro anos e a atuação de sua empresa de consultoria, a Projeto, avaliaram os líderes do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), e do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Os dois souberam da demissão quando participavam da reunião de líderes, encerrada há pouco.

“O momento da crise se encerra, mas ele [Palocci] continuará a ter de dar explicações ao Parlamento e, principalmente, ao Ministério Público. Vamos encaminhar as seis representações contra o ex-ministro ao MP e a oposição, no momento adequado, vai apresentar convite para que Antonio Palocci venha à Câmara”, disse Magalhães Neto.

Nogueira avaliou que, apesar de a saída do ministro permitir a retomada dos trabalhos legislativos, a oposição “se reserva o direito” de buscar os esclarecimentos ainda não conhecidos pelo povo brasileiro.

Os dois evitaram comemorar vitória, mas ressaltaram o papel da oposição ao pressionar o ministro. “Essa é uma vitória da sociedade, mas fomos um instrumento para insistir que as denúncias não caíssem no esquecimento”, disse Duarte Nogueira.

Entrevista
O líder do Democratas avaliou que a situação de Palocci se complicou na sexta-feira à noite, quando, pressionado pela aprovação do requerimento de convocação na Comissão de Agricultura da Câmara, ele deu uma entrevista em que o papel de sua empresa não foi esclarecido.

O líder da Minoria, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), disse que a oposição vai desistir de convocar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para explicar o arquivamento das denúncias contra Palocci. “Agora é uma relação entre o cidadão e o Ministério Público”, disse.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Marcos Rossi

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