Meio ambiente e energia

Fiscais da Cnen reclamam de falta de projeto para conter radiação em Angra

12/04/2011 - 15:59  

Saulo Cruz
Rogério dos Santos Gomes (presidente da Associação dos Fiscais de Radioproteção e Segurança Nuclear - AFEN), Paulo Alberto L. Cruz (presidente da Associação dos Servidores da CNEN - ASSEC), Odair Dias Gonçalves (presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear), Dep. Giovani Cherini (presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável - CMADS), prof. dr. Márcio Cammarosano (chefe do Departamento de Direito Público da PUC) e Ricardo Baitelo (representante do Greenpeace)
Rogério Gomes (1º E) destaca que o projeto de Angra 3 também não prevê contenção da radiação.

O presidente da Associação dos Fiscais de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Rogério dos Santos Gomes, sustentou há pouco que “nada foi feito em Angra para modificar as possibilidades de contenção da radiação em caso de acidentes severos, como a fusão do núcleo do reator das usinas”. Ele se refere à cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde estão localizadas as duas usinas nucleares brasileiras.

O especialista explicou que até 1978, quando ocorreu um acidente grave em um reator da central nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia, Estados Unidos, os projetos de reatores não previam este tipo de acidente. Os reatores de Angra têm projeto anterior a essa data. O fiscal destacou ainda que o projeto de Angra III, em fase de construção, também não foi atualizado. Segundo ele, caso haja um acidente semelhante ao de Fukushima, no Japão, a contaminação ambiental seria inevitável.

Rogério Gomes participa de audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável para discutir a segurança nuclear no Brasil, que ocorre no plenário 8.

Continue acompanhando a cobertura dessa reunião.

Reportagem - Maria Neves
Edição - Regina Céli Assumpção

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