Oposição discute estratégias de atuação no governo Dilma
02/02/2011 - 13:43
Com o início da legislaturaEspaço de tempo durante o qual os legisladores exercem seu poder. No Brasil, a duração da legislatura é de quatro anos. e do novo governo, os partidos de oposição – que são minoria na Câmara e no Senado – discutem estratégias de atuação no Congresso.
O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), afirma que agora é hora de resgatar o papel da oposição. "No mínimo, a oposição tem que respensar o seu papel, porque nos últimos oito anos não cumpriu com aquilo que devia ser uma oposição alternativa, consequente, oferecendo alternativas e projetos para o País e fazendo um combate sistemático. Isso não aconteceu, lamentavelmente, e está aí o resultado”, disse.
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) rejeita a crítica genérica de que a oposição foi fraca. "Nós temos que separar o joio do trigo. Nós, do Democratas, fizemos uma oposição dura ao governo Lula. Quem foi gelatina, ficou em cima do muro, lamentavelmente foram os tucanos. E quem tem que decidir o que precisa fazer é o PSDB, que apresentou o candidato a presidente nas três últimas eleições para se opor ao projeto do PT. Eles tentaram fazer uma oposição soft, leve, light. O negócio aqui não é para isso não", disse.
O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) afirma que a missão da oposição é árdua. Segundo ele, como foi reduzido o número de deputados da oposição nesta legislatura, é necessário usar a força dos argumentos e a repercussão nos meios de comunicação para que suas teses possam prevalecer. Para Mendes Thame, não há outra forma de suplantar a maioria governista, que ele classifica como esmagadora.
Mendes Thame diz que, em qualquer lugar do mundo, a oposição tem três funções: denunciar os atos de corrupção e de mau uso da máquina administrativa, aprimorar os projetos que vêm do Executivo e canalizar as insatisfações da população para transformá-las em projetos que satisfaçam seus anseio. No Brasil, a oposição tem uma quarta função.
"Em resumo, nossa missão é a defesa das instituições, porque o PT é um partido sui generis. Ele não abandonou ainda aquele seu ranço autoritário. De vez em quando, vemos proposta de amordaçar a imprensa, amordaçar o Judiciário, amordaçar o Ministério Público. Tudo isso são ameaças às instituições", afirmou.
Segundo Mendes Thame, é difícl prever se os partidos de oposição vão conseguir bons resultados, mas a oposição precisa refletir o desejo de quase metade dos eleitores, os 44% que votaram no candidato José Serra.
Reportagem – Luiz Cláudio Canuto /Rádio Câmara
Edição – Wilson Silveira