Ministro pede votação de MPs sobre Olimpíadas de 2016
26/05/2010 - 12:14
O ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu prioridade para a votação das MPs que criam estruturas organizacionais para as Olimpíadas de 2016 – 488/10 e 489/10 . Ele esteve reunido nesta quarta-feira com o presidente da Câmara, Michel Temer.
Orlando Silva afirmou que Temer se comprometeu a priorizar as duas MPs, assim que a pauta for destrancada. Atualmente, há oito MPs com prazo de tramitação vencido na Câmara. O ministro informou que Temer já indicou o deputado Edmilson Valentim (PcdoB-RJ) como relator da MP 489/10.
Copa de 2014
Sobre os preparativos para a Copa do Mundo de 2014, Orlando Silva acredita que, apesar das eleições neste ano, o ritmo das obras de infra-estrutura será mantido. Ele afirmou que, com a aprovação na semana passada dos projetos da cidades-sede pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), será possível “recuperar o tempo perdido”. Ele lembrou que 3 das 12 cidades-sede já iniciaram as obras, e acredita que tudo estará pronto até 2014.
Sobre o atraso no projeto de reforma do estádio Morumbi em São Paulo, o ministro disse que o projeto também fori aprovado pela Fifa e o início das obras só depende agora da liberação do financiamento pelo São Paulo Futebol Clube.
Lei Pelé
O ministro ainda afirmou que espera que os senadores votem hoje as mudanças na Lei Pelé. As novas regras redefinem o relacionamento profissional entre atletas e entidades desportivas e aumentam o repasse de recursos para os clubes formadores de atletas, tanto das modalidades olímpicas quanto do futebol.
A proposta foi aprovada pela Câmara em abril deste ano na forma de substitutivo do deputado José Rocha (PR-BA) ao Projeto de Lei 5186/05, do Executivo.
Ele adverte que a demora na votação das mudanças previstas na Lei Pelé cria limites para o fortalecimento do futebol brasileiro. Ele lembra que o projeto foi encaminhado ao Congresso em 2005. As mudanças vão tornar mais rigorosa a legislação contra a má gestão. Orlando Silva explicou que, com as novas regras, os gestores poderão arcar inclusive com o patrimônio pessoal para cobrir eventuais prejuízos.
As mudanças na lei, segundo ele, contribuirão para a profissionalização da gestão dos clubes de futebol.
Reportagem – Keila Santana/Rádio Câmara.
Edição – Paulo Cesar Santos