Educação, cultura e esportes

Ministro garante que cidades-sede da Copa serão mantidas

Orlando Silva admite que o ritmo das obras não é o desejável, mas afirma que está melhor do que há três meses.

19/05/2010 - 19:13  

Leonardo Prado
Orlando Silva: confio que as cidades escolhidas cumprirão seus compromissos.

Todas as cidades-sede escolhidas pela Federação Internacional das Associações de Futebol (Fifa) "vão participar do projeto Copa", garantiu o ministro do Esporte, Orlando Silva. "Não há plano B porque confio que as cidades vão cumprir os compromissos assumidos", assegurou em audiência pública da Comissão de Turismo e Deporto nesta quarta-feira para discutir a situação dos estados envolvidos no evento.

O ministro não quis relacionar quais cidades estão com maiores atrasos no cronograma de obras, mas admitiu que a situação entre elas é desigual. O Rio de Janeiro, cotado para abrigar a final da competição, ainda não lançou o edital de obras, enquanto Manaus, Cuiabá e Belo Horizonte já executam os projetos.

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Ministro Orlando Silva garante, em entrevista à Rádio Câmara, que o andamento das obras está melhorando. Para ouvir a Rádio Câmara, clique aqui.

De acordo com Orlando Silva, a Fifa aprovou os projetos de Cuiabá, Brasília, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Já Fortaleza, Natal, Recife e Rio de Janeiro estão em fase de avaliação. "Há três meses o sinal amarelo estava aceso, agora o ritmo não é o desejável, mas há evolução importante", assegurou.

Gargalo aéreo
O maior desafio para a realização do mundial de futebol, na avaliação do ministro, é a infraestrutura aeroportuária. Silva ressaltou tratar-se de tema tão sensível que o presidente da República decidiu incluir na Medida Provisória 489/10 a previsão de rito simplificado para contratações governamentais destinadas à realização de obras em aeroportos.

A MP autoriza a União a participar de um consórcio para realização de obras das Olimpíadas de 2016. Para a Copa, a previsão de investimentos federais em infraestrutura é de R$ 24 bilhões.

Transparência
O deputado Sílvio Torres (PSDB-SP) demonstrou preocupação com o uso da medida proposta pelo governo. Segundo disse, "não há nada [na MP] que obrigue à transparência por parte do comitê olímpico". O parlamentar adiantou, inclusive, que irá apresentar emendas para prever mecanismos que facilitem o controle dos recursos.

Orlando Silva, no entanto, garantiu que "não há nenhum risco porque todos os mecanismos de controle do dinheiro público, de transparência e de publicidade dos contratados estão salvaguardados".

Para o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), como o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encerra em 31 de dezembro, a medida "carece de legitimidade". Em sua concepção, é necessário que "o presidente ou a presidenta eleita submeta novo projeto [ao Congresso] sobre a empresa pública para gerir a organização das olimpíadas".

Reportagem - Maria Neves
Edição - Tiago Miranda

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