CPI pede participação da PF em investigações em Luziânia
04/02/2010 - 11:49

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes aprovou nesta quinta-feira requerimento do deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) que solicita ao Ministério da Justiça a participação da Polícia Federal nas investigações dos desaparecimentos de adolescentes em Luziânia (GO).
Logo após a reunião, um grupo de deputados da CPI foi até o ministério entregar o pedido. Eles também receberam familiares e amigos dos desaparecidos, que estiveram na Câmara e fizeram manifestação em frente ao Ministério da Justiça para pedir mais empenho das autoridades para a solução do caso. A presidente da CPI, deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), que acompanhou o grupo, considera estranha a recusa da Policia Civil de Goiás em aceitar a colaboração da PF.
A policia de Goiás trabalha com várias linhas de investigação, entre elas o sequestro para trabalho escravo. A Justiça já autorizou a quebra de sigilo telefônico e bancário de alguns suspeitos, mas a policia ainda não apresentou resultados preliminares da investigação. O delegado alega que a divulgação de informações neste momento prejudicaria as investigações.
Reunião com familiares
Na quarta-feira (3), integrantes da comissão estiveram em Luziânia para discutir o andamento das investigações com familiares dos jovens desaparecidos e representantes da Policia Civil de Goiás. No mês passado, as famílias dos jovens realizaram uma manifestação na para cobrar mais agilidade nas investigações.
Desde dezembro do ano passado, seis adolescentes, entre 13 e 19 anos, desapareceram na cidade, que fica a 66 km de Brasília. Todos são moradores de um mesmo bairro – Parque Estrela Dalva.
Agilidade
O líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO), pediu na quarta-feira apoio integral às famílias dos adolescentes desaparecidos. Segundo o parlamentar, as famílias têm sofrido não apenas pelos desaparecimentos, mas também em razão de boatos e da falta de informação a respeito das investigações.
É preciso auxiliar a Polícia Civil de Goiás, mas sobretudo cobrar agilidade e transparência no trabalho investigativo. Ele lembra que, nesses casos, é imprescindível a atuação célere da polícia. “Não há desculpas para a morosidade. Os familiares precisam ser ouvidos e respeitados”.
Da Redação/PCS