Economia

Deputado: governo é simplista ao atribuir apagão ao mau tempo

16/12/2009 - 17:00  

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), considerou há pouco “simplistas” as razões apresentadas pelos representantes do governo para o apagão ocorrido em diversos estados no dia 10 de novembro. Há pouco - durante a audiência pública conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle; de Minas e Energia; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio - o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (NOS) elétrico, Hermes Chipp, reafirmou que a causa do apagão foi o mau tempo.

O parlamentar do PSDB lembrou que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já havia refutado a hipótese de raios terem provocado o apagão. O deputado, que é um dos co-autores do pedido para a audiência, também se mostrou intrigado com uma das providências registradas no relatório do ONS, sugeridas pelo a distribuidora Furnas.

Medidas adicionais
O relatório sugere que se tomem “medidas adicionais relativas ao desempenho dos isoladores, que se mostrem efetivas, tais como a utilização de graxas de silicone, revestimento de silicone, entre outros”. Segundo Macris, recomendações como essas reforçam a ideia de que o problema do dia 10 foi provocado por falta de manutenção do sistema.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, negou a possibilidade de que tenha havido falta de manutenção. “Não há a intenção de se colocar sujeira para baixo do tapete”. Ele reforçou que o que aconteceu no dia dez “foi um fenômeno complexo e de baixa previsibilidade“.

Hermes Chipp, do NOS, sugeriu que o deputado promova uma nova audiência pública – dessa vez entre técnicos que assessoram o sistema elétrico e os que assessoram os deputados - para dirimir dúvidas sobre a questão.

A audiência continua no plenário 1.

Continue acompanhando a cobertura desta audiência.

Reportagem – José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'.