Delegado descarta criação de polícia especializada em desaparecimentos
15/12/2009 - 21:02

O chefe da Polícia Civil fluminense, Allan Turnowski, afirmou aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes nesta terça-feira (15) que não é necessário criar uma polícia especializada para esse tipo de ocorrência.
Turnowski explicou aos parlamentares que as delegacias do Rio de Janeiro são obrigadas a registrar ocorrências de desaparecimento de menores, mesmo que os pais morem longe delas.
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, também presente ao debate, defendeu a criação de um cadastro nacional de dados sobre os desaparecimentos que articule as polícias estaduais e disse que a maioria dos casos de desaparecimento são fugas motivadas por conflitos familiares.
Segundo Beltrame, pesquisas mostram que 75% das crianças e adolescentes desaparecidas no estado retornam às suas casas em, no máximo, 15 dias. O 2º vice-presidente da CPI, deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), criticou a postura do secretário de segurança do Rio. "O importante não são os 75% que voltam, o importante são os 25% que precisam ser investigados.”
Macris disse ainda que a Secretaria de Segurança do Rio está na contramão do que as autoridades do setor pensam sobre o assunto, por esperar 15 dias para investigar o desaparecimento de crianças, depois de a queixa dos pais ter sido formalizada.
Reportagem - Paulo Roberto Miranda / Rádio Câmara
Edição - Natalia Doederlein