Jobim apresenta custos da missão brasileira no Haiti
"O Brasil tem que permanecer no Haiti, mesmo que isso signifique um custo mínimo ao Orçamento”, afirmou o ministro.
09/12/2009 - 12:28
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que o Brasil já desembolsou cerca de R$ 704,5 milhões com as ações de paz no Haiti, desde 2004. Como há um reembolso da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo fato de se tratar de uma ação internacional, o custo orçamentário efetivo foi de aproximadamente R$ 415 milhões no período. A informação foi divulgada há pouco durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.
Em 2009, até o momento, foram destinados R$ 108 milhões (o maior valor anual), já incluídos os reembolsos. Os recursos são destinados à manutenção da tropa, a obras de engenharia e ações sociais.
Em relação ao contingente, Jobim informou que o batalhão de infantaria brasileiros (Brabat) é composto atualmente por 1.016 homens, enquanto o grupo de engenheiros (Braengcoy) soma 250 pessoas. O Brasil realiza rodízio semestral de suas tropas, sendo o próximo previsto para o período entre 10 a 29 de janeiro - será o 11° rodízio. Há ainda 220 viaturas brasileiras no Haiti.
“Apesar de haver algumas críticas, o Brasil tem que permanecer no Haiti, mesmo que isso signifique um custo mínimo ao Orçamento”, afirmou o ministro.
Jobim lembrou que o país caribenho sofre com graves problemas estruturais, como falta de energia elétrica na capital, Porto Príncipe. Ele defendeu a construção da Usina Elétrica Artibonite, ao custo de 150 milhões de dólares, para possibilitar o funcionamento de indústrias e empreendimentos que permitam a geração de emprego e renda.
A audiência pública da comissão prossegue no plenário 3.
Continue acompanhando a cobertura desta audiência.
Reportagem- Rodrigo Bittar
Edição - Natalia Doederlein