Presidente de CPI teme desvirtuamento de trabalhos
15/07/2008 - 15:37
O presidente da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse há pouco que a comissão foi criada para fazer uma radiografia do sistema de interceptação telefônica do País, investigando tanto as escutas telefônicas legais, quanto as clandestinas. Portanto, em sua opinião, a CPI não deve afastar-se desse objeto, "para não desvirtuar os trabalhos".
Ele referia-se aos requerimentos de convocação de acusados de crimes financeiros e de desvio de verbas públicas que foram presos pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Entre eles, o empresário e investidor financeiro Naji Nahas; o banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity; e o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh.
Decisão do STF
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), autor dos requerimentos de convocação desses acusados, argumentou que já há decisão no Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza as CPIs a apurarem fatos que sejam conexos ao fato determinante. Disse também que, entre abrir uma nova CPI para investigar fatos relacionados à Operação Satiagraha e aproveitar uma comissão que já funcione, esta segunda opção é a melhor. Na avaliação de Fruet, esse fato descoberto pela Polícia Federal é novo e tem de ser apurado pela Câmara de alguma forma.
O relator da comissão, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), declarou ser favorável à aprovação de todos os requerimentos que estejam dentro do foco principal da CPI.
Os integrantes da comissão continuam reunidos no plenário 11. Reportagem - José Carlos Oliveira/Rádio Câmara
Edição - Renata Tôrres
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