Mantenedoras defendem capital estrangeiro no ensino
19/06/2008 - 12:21
O diretor de Relações Institucionais do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), Antonio Carbonari Netto, defendeu a discussão do PL 2138/03, que restringe os investimentos externos em instituições de ensino no Brasil, no âmbito da reforma universitária. Para ele, o assunto precisa ser discutido de forma mais ampla por tratar da livre iniciativa, tema regulado pelo Código Civil, pela Lei das Sociedades Anônimas, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e também pela Constituição.
Carbonari, que participa de audiência na Comissão de Educação e Cultura sobre o assunto, manifestou-se favoravelmente à participação do capital estrangeiro no ensino brasileiro. Ele ressaltou que, para obter financiamento internacional, a instituição privada passa por auditorias mais rigorosas do que as realizadas pelo Ministério da Educação.
O diretor também criticou a reivindicação de uma maior regulamentação da entrada de capital privado na educação brasileira. A regulamentação foi defendida anteriormente na reunião pela presidente da UNE, Lúcia Stumpf, como forma de coibir a mercantilização da educação no Brasil. Carbonari disse, no entanto, que todos os governos dos últimos 30 anos fizeram algum tipo de regulamentação sobre o assunto.
Ainda segundo o diretor, a lucratividade dos investidores estrangeiros decorre da movimentação das mantenedoras na Bolsa de Valores e não do resultado da instituição mantida.
A audiência ocorre no plenário 10. Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Noéli Nobre
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