ONG defende correção automática dos juros do FGTS

15/05/2008 - 11:44  

O presidente da ONG Instituto FGTS Fácil, Mário Avelino, defendeu há pouco a correção automática dos juros do FGTS, sem que o trabalhador precise entrar na Justiça para pedir a reparação por perdas causadas por planos econômicos. Ele sugere que a legislação preveja a existência de um sistema bancário que calcule automaticamente a reposição financeira para quem foi prejudicado por mudanças de moeda ocorridas entre 1972 e a implantação do Real, em 1994.

Só com o Real é que a correção dos juros passou a ser feita de forma automática. Conforme explicou Avelino, para os rendimentos do período anterior, o trabalhador precisa entrar na Justiça e muitas vezes as ações levam até três anos para ser analisadas. Sem contar os trabalhadores que não sabem que precisam procurar a Justiça. Segundo ele, de 1972 até o Plano Real, em 94, houve uma perda de 144% dos rendimentos do FGTS, devido às falhas do sistema financeiro no cálculo da correção dos juros.

Avelino disse ainda que a gestão da Caixa Econômica Federal nos últimos anos tem sido criteriosa a fim de evitar perdas para os trabalhadores. "É um avanço, mas a solução definitiva é corrigir falhas existentes na legislação", disse.

Avelino participa de seminário promovido pela Comissão de Legislação Participativa para discutir propostas de mudanças no FGTS. O seminário ocorre no plenário 11.

Reportagem - Antonio Barros
Edição - Noéli Nobre

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