Relator considera depoimento sobre grampo insatisfatório

11/03/2008 - 17:48  

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), não ficou satisfeito com o depoimento de Octávio Augusto Brandão Gomes, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no estado do Rio de Janeiro (OAB-RJ). Ele disse que não ficou clara a motivação do grampo que foi instalado no escritório do advogado: "Até porque o conteúdo interceptado, segundo o próprio advogado, não chegou a público, nem foi utilizado para intimidá-lo."

A deputada Marina Maggessi (PPS-RJ), que solicitou o depoimento, diz que teve acesso ao processo do advogado na Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ela leu o depoimento do policial civil Marco Antônio Nunes Pereira, que confirmou a denúncia de que o delegado Alexandre Neto havia feito um grampo ilegal no escritório do advogado.

Maggessi conta que o policial informou ter vendido um aparelho de escuta para a pessoa que teria colocado o grampo ilegal, a pedido do delegado Alexandre Neto. Segundo a deputada, o policial também disse que decidiu fazer a denúncia porque o delegado Alexandre Neto não pagou por um serviço particular que prestou para elaboração de um site.

Ao final da audiência pública, o deputado Nelson Pellegrino disse que vai pedir informações às autoridades responsáveis pelo inquérito e pelo processo correcional referentes ao caso. Pellegrino acrescentou que a comissão quer saber em que fase está o processo; a partir desses documentos, a CPI pode chamar o policial Marco Pereira, o delegado Alexandre Neto e as demais pessoas envolvidas no grampo.

O depoimento já terminou.

Adiamento
O depoimento que estava previsto para amanhã, do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence, foi adiado para 26 de março.

Reportagem - Ana Raquel Macedo/ Rádio Câmara
Edição - Regina Céli Assumpção

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