Segurança

Comissão aprova projeto que cria lista tríplice para escolha de comandante-geral da PM

Coronéis terão mandato de dois anos; a Câmara continua analisando a proposta

26/04/2024 - 12:45   •   Atualizado em 26/04/2024 - 16:55

Mario Agra / Câmara dos Deputados
Deputado Junio Amaral fala ao microfone
Junio Amaral recomendou a aprovação da proposta com mudanças no texto original

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei para determinar que governadores deverão escolher os comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar a partir de uma lista tríplice.

Os comandantes-gerais terão mandato de dois anos, permitida a recondução uma vez, e só poderão ser destituídos por iniciativa do chefe do Poder Executivo do estado ou do Distrito Federal mediante ato devidamente fundamentado.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Junio Amaral (PL-MG), para o Projeto de Lei 164/19, do deputado José Nelto (PP-GO), e um apensado. Segundo o relator, houve necessidade de ajustar os dois textos à legislação vigente.

Junio Amaral explicou que a proposta original modificava dispositivo revogado pela Lei 14.751/23, que instituiu a Lei Orgânica Nacional das Polícias e dos Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

“A possibilidade de nomeação com fortes ingerências políticas e sem participação dos integrantes das corporações continua presente, e a lista tríplice que anteceda a escolha do governador segue pertinente e necessária”, avaliou o relator.

Regras
A lista tríplice será formada, por meio de votação sigilosa dos militares da ativa, a partir dos coronéis – último posto do Quadro de Oficiais de Estado-Maior – com curso de Comando e Estado-Maior. O texto exige ainda regulamentação local.

“Não poderão participar da lista tríplice os oficiais especialistas de saúde, tendo em vista a peculiaridade da admissão deles nas corporações com a finalidade de atuarem nas atividades de saúde”, destacou Junio Amaral no parecer aprovado.

Próximo passo
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein

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